segunda-feira, 4 de abril de 2016

À primeira vista

À primeira vista, ela não era nada. Pouco chamativa, nada atraente, andava torto e usava óculos.
Aquela menina que não tinha muitos amigos, que não chamava muita atenção dos outros à sua volta.

Menina essa que quando falava, já decepcionava os julgadores.

A fala dessa menina era a segunda vista, meiga, fofa, inteligente e brilhante. Tudo o que ela tinha de tímida, se tornava sutileza no falar.
Escuta-la fazia o fundo embaçar e a musica brega tocar em terceiro plano.

Mas o melhor era a terceira vista, ou melhor, primeiro toque. 
Aqueles lábios macios e delicados se tornavam uma máquina destruidora de sanidade ao funcionar. Vinham rasgando meu lógico e se houvesse segundas intenções neles, ela os tornava como primeiras impressões.

O segundo toque não devo falar, coisas assim só a sentindo mesmo.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Pensamento do dia (de hoje, de amanhã, de sempre)

Que os medos de minha caminhada
Vire glória e produtividade futuras
Fazendo-me soberano de meus sentimentos
E fazendo minha alma de elevar

Que as vitórias dos inimigos
Se façam persistentes
Para que meu ego não tome
Minhas mais belas qualidades

Que todo mau a mim desejado
Vire perdão e arrependimento
Fazendo deste vetor, 
Um aprendiz

Que alguns dos meus desejos
NÃO sejam realizados,
Para que eu não deixe de me esforçar
E correr atrás dos meus sonhos

Que todo bem feito nesse universo
Duplique, triplique, eleve à decima potência
E continue por gerações eternas
Transformando corpos e almas

Que toda energia negativa
Seja filtrada de todos nós
Que purifiquemos nossas mentes
E transformarmos o ruim no bom

E que todos que estiverem lendo esse poema
Não ache que é religioso pelo vocabulário
E por menos cultos que estes sejam,
Que faça-os cultivar um pouco de sua língua.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Quinta-feira

Quando a sexta-feira ameaça a chegar,
Penso nas noitadas nas quais irei beber.
Nos momentos em que a batida me envolver,
E varias latinhas de Budweiser eu vou secar.

Mas no momento estou em meu escritório.
E só queria, agora, um banho, comer e deitar,
E mesmo que eu saia desta angustiante envoltório,
Ainda têm chuva, ônibus e trânsito para enfrentar.

Enquanto viajo em meu pensamento,
Organizo cada voo a pousar e decolar,
E tento curtir esse "raro" momento.

Perante estresses e atrasos no aeroporto,
A mensagem dele me apita no WhatsApp,
E, em meu namorado, penso o dia todo.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Troninho

Quando em meu troninho eu sento,
Sinto uma vontade de leve ficar,
Mas quando chega o momento,
Meu fiofó não quer mais ajudar.

Forço forço mas o barro não sai
Ele finge que sai mas logo volta.
Nessa brincadeira ele não cai
E continua dentro, mas que droga!

Vou forçá-lo pela última vez.
Vamos ver quem é mais chato.
Ele certamente deve me achar um otário.

Respiro e prendo a respiração,
Logo sinto sua desistência:
Ploft! Lá vai a merda pela tubulação.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Sonhando paixão

Quando, em você, eu penso
Vejo aquela menina correndo,
Chorando, rindo, tremendo
E desapercebido cai seu lenço


Aquela cena bem clichê.
Coisa de filme meloso.
Daquelas que se vê na tv,
Mas para mim, muito amoroso.

Em você, eu não paro de pensar
Em fazê-la ou não minha vida.
Até agora, tu só me faz pesar
Tendo que descartar minha ida.

Mas quando em meus braços estiver,
E pendência nenhuma tiver com a vida,
Esteja ciente do que eu propuser,
Sendo, seu feitio, minha alegria,

Mas não faça de mim, seu dono,
Mas sim sua agenda,
Daquelas usadas como mordomo,
Fazendo-lhe, ou não, tua encomenda

E é nessa via que vai e volta,
Como de amante e amado,
Podendo ocorrer qualquer reviravolta,
Que revivemos um casal apaixonado.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Folha de caderno

Olho para o papel,
Sinto a vontade,
Mas de mim
Não sai escrita alguma.

Um vazio branco
Que no papel, destaca;
Não clareia minhas ideias,
Ele me inquieta.

O papel branco
Traz vontade,
Mas logo a pena vem
De sujar o vazio albino.

Mas para diminuir
Meus pensamentos aos outros,
Tenho que grafitar o vazio
E sujar a inspiração.

Minha inspiração vem do papel vazio.

domingo, 24 de maio de 2015

Escrevendo uma tatoo

Pego o papel para fixar meus pensamentos vagos.
Empunho o lápis para ter a autonomia de escrever.
Preparo a borracha que, meus erros, eu apago,
Para que, nos outros textos, eu possa me precaver.

Como a agulha na pele, o lápis no papel,
Mas as cicatrizes profundas, só no leitor,
Que tem aquele texto como resultado,
Mas não tem ideia de como se conduziu a dor.

O papel goza os arranhões com muito gosto,
Porque sabendo da chance de ser amassado ou queimado,
Cada letra nele escrita, o faz sobreviver.

E nesse rumo a ele destinado, de tensão e arranhões, 
O papel vai levando. Com seus amigos em baixo
Assistindo a arte que nele fixam sem prevenção.